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Neuropediatria
Atraso na fala: quando se preocupar
Cada criança tem seu ritmo, mas existem marcos esperados. De modo geral, procure avaliação se a criança não fala nenhuma palavra por volta dos 18 meses, não junta duas palavras aos 2 anos, ou se perdeu habilidades que já tinha. A avaliação precoce faz diferença.
Como é o desenvolvimento normal da fala?
Como referência geral: por volta dos 6 meses o bebê balbucia, perto de 1 ano surgem as primeiras palavras, e por volta dos 2 anos a criança começa a juntar duas palavras. São marcos médios, e existe variação normal entre as crianças.
Quando o atraso na fala preocupa?
- Não falar nenhuma palavra por volta dos 18 meses.
- Não juntar duas palavras aos 2 anos.
- Perder habilidades que já tinha, como parar de falar palavras que dizia.
- Não responder ao próprio nome ou ter pouco contato visual.
- Não apontar nem se comunicar por gestos.
Atraso na fala é sempre autismo?
Não. Existem várias causas possíveis, desde questões de audição até o ambiente de estímulo, além do transtorno do espectro autista. Só a avaliação define. Por isso, diante de dúvida, o melhor é investigar, e não esperar.
O que fazer?
Um passo importante é checar a audição, porque quem não ouve bem tem dificuldade para falar. Em casa, ajuda conversar bastante, nomear objetos, ler para a criança e reduzir o tempo de tela. Se os sinais de alerta aparecem, procure o neuropediatra.
Como o neuropediatra avalia?
Olhando o desenvolvimento como um todo, não só a fala: comunicação, interação, motor e comportamento. A avaliação com a neuropediatra orienta os próximos passos.
Perguntas frequentes
Meu filho de 2 anos fala pouco, é normal?
Pode ser variação normal, mas aos 2 anos espera-se que a criança junte duas palavras. Se ela fala muito pouco ou não combina palavras, vale avaliar.
Atraso na fala é sinal de autismo?
Nem sempre. O atraso tem várias causas possíveis, incluindo audição e estímulo. O autismo é uma delas, mas só a avaliação define.
Estímulo em casa ajuda a fala?
Sim. Conversar, nomear objetos, ler e reduzir telas estimula a linguagem. Mas isso não substitui a avaliação quando há sinais de alerta.
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